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Definimos como fitomedicamentos os medicamentos de origem vegetal elaborados com extratos padronizados. O fitomedicamento é elaborado por um complexo processo químico que visa concentrar os princípios ativos da planta em um extrato. A padronização química (ou estandardização) garante o teor de princípios ativos para obtenção de uma atividade farmacológica.

É importante ressaltar que a padronização do extrato requer tecnologia analítica de ponta. O processo deve garantir que cada comprimido ou cápsula contenha o mesmo perfil químico, o mesmo teor de princípios ativos. Desta forma é possível garantir que o fitomedicamento obedeça aos mesmos três critérios que caracterizam um medicamento sintético: eficácia, qualidade e segurança, critérios essenciais para a obtenção do registro junto ao órgão regulatório competente (ANVISA, FDA, EMEA).

Uma das principais Plataformas de Inovação do Aché, a Bioprospera® tem como objetivo a descoberta e o desenvolvimento de medicamentos inovadores com base em fontes naturais, em especial da biodiversidade brasileira, que é a maior e mais diversa do mundo. O Brasil possui cerca de 22% da biodiversidade vegetal do planeta, além de um rico conhecimento etnobotânico. A plataforma é baseada em duas abordagens para descobrir moléculas e extratos naturais ativos: (i) Etnofarmacologia e (ii) Bioprospecção. Utilizando rigor científico, a primeira desvenda os efeitos farmacológicos e toxicológicos descritos para plantas medicinais por meio da aplicação de técnicas bioanalíticas sistemáticas. Já a segunda, Bioprospecção, começa com expedições e coletas de amostras de diferentes biomas. Na frente de Bioprospecção, o Aché atua em parceria com a empresa Phytobios e o instituto de pesquisa CNPEM – Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, onde se encontram a biblioteca de produtos naturais da biodiversidade brasileira e instrumentação analítica de ponta, como o Sirius, o maior e mais complexo equipamento científico do Brasil, um acelerador de partículas de quarta geração. Os dois projetos que o Aché tem em parceria com a Phytobios e o CNPEM têm objetivo primário de descobrir e desenvolver novos medicamentos nas áreas de oncologia e dermatologia.